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O JPMorgan declarou que as falhas de segurança ainda em curso limitam o apelo institucional da DeFi

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Vulnerabilidades persistentes de segurança e o valor total bloqueado (TVL) estagnado estão impactando a atratividade institucional das finanças descentralizadas (DeFi), de acordo com o banco de investimentos de Wall Street JPMorgan (JPM).

TVL refere-se ao valor total dos ativos criptográficos depositados em protocolos DeFi, sendo comumente utilizado como um indicador do tamanho, uso e saúde geral do ecossistema.

O Exploração da KelpDAO, o que, segundo o banco, eliminou cerca de US$ 20 bilhões em TVL em poucos dias, expôs riscos estruturais.

Um atacante invadiu uma ponte cross-chain, cunhou $292 milhões em rsETH sem lastro e o utilizou como garantia para drenar protocolos de empréstimos, deixando aproximadamente $200 milhões em dívidas inadimplentes. A contaminação se espalhou além das plataformas diretamente afetadas, destacando como a interconectividade da DeFi pode amplificar os choques.

“Assim como os investidores tradicionais recorrem ao caixa em tempos de incerteza, os participantes do mercado cripto responderam aos recentes ataques buscando refúgio nas stablecoins”, escreveram os analistas liderados por Nikolaos Panigirtzoglou no relatório desta última quarta-feira.

Os hacks e exploits continuam sendo um risco central para o cripto, pois minam diretamente a confiança em sistemas que dependem de código em vez de intermediários. Bugs em contratos inteligentes, phishing e falhas em pontes cross-chain podem expor grandes pools de ativos bloqueados, com os atacantes frequentemente precisando explorar apenas um ponto fraco para provocar perdas desproporcionais.

Essas vulnerabilidades são amplificadas pela complexidade e interconectividade da infraestrutura blockchain. Pontes cross-chain, por exemplo, ampliam a funcionalidade, mas também aumentam a superfície de ataque, e têm sido responsáveis por bilhões de dólares em perdas devido à dependência de designs complicados, infraestrutura compartilhada e, às vezes, mecanismos de validação frágeis.

Além do dano financeiro imediato, explorações repetidas corroem a confiança em todo o ecossistema. Cada grande ataque pode afastar usuários e instituições, provocar uma regulamentação mais rigorosa e desacelerar a adoção, tornando a segurança uma restrição fundamental ao crescimento das criptomoedas.

Os analistas do banco observaram que as perdas por hackeamento neste ano estão acompanhando os níveis de 2025, com explorações em infraestrutura e pontes ainda sendo a principal vulnerabilidade, apesar dos avanços na auditoria de contratos inteligentes.

O crescimento também permanece contido. Embora o TVL tenha se recuperado parcialmente em termos de dólares, permanece praticamente inalterado em termos de ether (ETH), sugerindo uma expansão orgânica limitada e levantando questionamentos sobre a capacidade do DeFi de escalar para uso institucional, afirmou o relatório.

Em períodos de estresse, os investidores continuam a rotacionar para stablecoins. Após a exploração, o capital fluiu das operações de empréstimo DeFi para o USDT da Tether, que se beneficia de maior liquidez e saídas mais rápidas, reforçando seu papel como um ativo preferido para fuga para a segurança, afirmou o relatório.

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