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Hackers usam suporte da Trezor para disparar e-mails de phishing a usuários

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A Trezor, renomada fabricante de carteiras físicas de criptomoedas, emitiu um alerta urgente aos seus usuários após identificar um esquema de phishing sofisticado. Nessa nova onda de ataques, invasores conseguiram explorar o formulário de contato disponível no site oficial da empresa para enviar e-mails fraudulentos, simulando respostas autênticas da equipe de suporte. O objetivo é claro: enganar os clientes para que revelem suas frases-semente (seed phrases) e, assim, roubem seus fundos.

Como funcionou o golpe

Os criminosos enviaram pedidos de suporte por meio do formulário legítimo da Trezor, utilizando endereços de e-mail de usuários reais como remetentes. Isso fez com que o sistema de resposta automática da empresa gerasse e-mails que pareciam oficiais. A mensagem continha instruções para que o destinatário inserisse sua frase-semente em um link supostamente seguro, disfarçado de atendimento ao cliente. No momento em que o usuário inseria sua seed phrase, todos os seus ativos ficavam imediatamente vulneráveis ao controle total dos hackers.

Segundo a Trezor, todo o processo ocorreu sem que qualquer invasor tivesse acesso direto aos sistemas internos ou banco de dados da empresa — a falha estava na confiança automática do formulário que disparava as respostas. Ainda assim, o episódio levanta preocupações sobre a segurança de fluxos automatizados de atendimento em plataformas online.

Reação imediata da Trezor

Assim que a atividade suspeita foi detectada, a equipe de segurança da Trezor divulgou um aviso público orientando todos os clientes a ignorar qualquer mensagem que solicitasse sua seed phrase. A empresa reafirmou em sua comunicação que nunca solicita esse tipo de informação — seja por e-mail, chat, telefone ou rede social — e reforçou que, caso os usuários tenham dúvidas, devem procurar o suporte somente pelos canais oficiais.

Além de alertar quanto à fraude, a Trezor recomendou práticas essenciais de segurança:

  1. Nunca compartilhe sua seed phrase — seja por qualquer meio eletrônico.
  2. Verifique o remetente do e-mail antes de clicar em links ou baixar anexos, observando erros sutis em domínios falsos.
  3. Utilize apenas canais oficiais — como o chatbot Hal ou o site da Trezor.
  4. Desconfie de tom urgente ou ameaçador, que é uma tática comum usada por golpistas para induzir respostas precipitadas.
  5. Nunca informe sua seed phrase em interfaces online, apenas no dispositivo físico, quando solicitado diretamente por ele.

Escalada de engenharia social

O incidente evidenciou o refinamento atual das técnicas de engenharia social. Hoje, os golpistas combinam diversas abordagens — e-mail, telefonema (vishing), perfis falsos em redes sociais — para parecerem legítimos e ganhar a confiança do usuário. O uso de inteligência artificial para gerar vozes e textos camaradas torna a farsa ainda mais convincente. Assim, mesmo mensagens aparentemente “bem escritas” devem ser vistas com desconfiança.

A Trezor destacou ainda que esse ataque reforça a importância do chamado “Trusted Display” — a confirmação feita diretamente na tela do dispositivo físico. Qualquer instrução ou solicitação exibida fora do hardware — no navegador ou em mensagens externas — deve ser considerada potencialmente fraudulenta.

Lições para a comunidade cripto

Embora nenhum sistema esteja 100% imune, esse incidente reforça que a camada humana ainda é um dos principais pontos de vulnerabilidade. A melhor proteção continua sendo a educação: entender e aplicar boas práticas de segurança digital. Isso inclui:

  • Colocar o mínimo de informações sensíveis online;
  • Atualizar regularmente o firmware do dispositivo e o software de carteira;
  • Armazenar seu seed phrase offline, em local seguro e físico;
  • Conferir endereços, URLs e remetentes com atenção redobrada;
  • Desconfiar de mensagens com pressão emocional (urgência, medo, promessa de solução rápida).

A Trezor, por sua vez, anunciou que revisará seu sistema de resposta automática, buscando formas de bloquear requisições suspeitas e identificar padrões anômalos de solicitação. A empresa também intensificará alertas em seus canais de comunicação, reforçando a campanha educativa sobre métodos de phishing cada vez mais sofisticados.

Essa campanha de phishing via formulário de suporte ressaltou que:

  • Os invasores não precisam invadir sistemas diretamente: basta abusar de fluxos automatizados.
  • A Trezor não teve falha em seus servidores, mas sim na utilização de respostas automáticas.
  • O golpe visa exclusivamente extrair a seed phrase do usuário — a chave da carteira.
  • A atitude mais segura é desconfiar de qualquer pedido de informação sensível e seguir apenas os canais oficiais.
  • A melhor defesa continua sendo educação, precaução e o uso inteligente do hardware físico.

Para todos os usuários de criptomoedas, especialmente os que utilizam carteiras frias como a Trezor, este é um alerta claro: jamais compartilhe sua frase-semente. É preciso tratar cada comunicação online com o mínimo de suspeita. Afinal, proteger ativos digitais exige tanto atenção técnica quanto vigilância diária.

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