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A gigante de classificações S&P Global adquiriu a OpenZeppelin como parte de sua estratégia de gestão de riscos para finanças tokenizadas

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S&P Global (SPGI) afirmou nesta última quinta-feira, que concordou em adquirir a OpenZeppelin, uma empresa de segurança de contratos inteligentes cuja biblioteca de código aberto é amplamente utilizada no mercado de stablecoins e fundos tokenizados. A S&P afirmou que contratos construídos com essa biblioteca movimentaram mais de US$ 37 trilhões ao longo do tempo. Os termos do acordo não foram divulgados.

O acordo concede à S&P Global acesso a uma parte das finanças onchain que as avaliações convencionais não cobrem: o código que emite, movimenta e gerencia stablecoins, fundos tokenizados e produtos DeFi. Um projeto pode possuir reservas sólidas ou um perfil de crédito forte, mas ainda assim fracassar devido a uma falha em seus contratos inteligentes. A S&P aposta que bancos e gestores de ativos precisarão de métodos comuns para avaliar esse risco tecnológico antes de utilizarem produtos onchain em larga escala.

O valor de US$ 37 trilhões é uma medida do valor transferido por meio de contratos que utilizam a biblioteca da OpenZeppelin ao longo do tempo, e não de ativos que a empresa administra ou detém.

“A transação complementa as capacidades da S&P Global em avaliação de risco e desenvolvimento de ecossistemas nos mercados de ativos digitais, aprimorando sua habilidade de criar a próxima geração de avaliações de segurança onchain, benchmarks, e fornecer inteligência essencial à medida que os mercados de capitais transitam para o onchain,” afirmou a empresa.

Fundada em 2015, a OpenZeppelin oferece avaliações de segurança onchain e serviços de desenvolvimento seguro, além de uma biblioteca de contratos inteligentes de código aberto utilizada por muitas das maiores stablecoins e fundos tokenizados. A empresa realizou mais de 900 auditorias de segurança, identificando mais de 10.000 vulnerabilidades antes que o código chegasse à produção, afirmou a S&P. O cofundador e CEO Demian Brener continuará a liderar o negócio como uma unidade própria sob o nome OpenZeppelin, reportando-se a Le Pallec.

A S&P tem ampliado a cobertura de ativos digitais por mais de um ano, publicando avaliações de estabilidade de stablecoins e emitindo o primeira classificação de crédito de um protocolo DeFi, Sky. A OpenZeppelin amplia esse trabalho, passando da avaliação da entidade para a avaliação do código em que ela opera.

O acordo segue uma série de movimentações em ativos digitais pela empresa de aproximadamente US$ 120 bilhões. Na última segunda-feira, liderou um investimento estratégico que ampliou a Série B da empresa de dados cripto Kaiko para US$ 110 milhões, acompanhados pelo BNP Paribas, Nasdaq Ventures, Coinbase Ventures e Royal Bank of Canada. No início de setembro, a S&P Dow Jones Indices e a Kaiko lançaram uma suíte de índices de ativos digitais co-marcada e, em março, o tokenizou o índice iBoxx dos Títulos do Tesouro dos EUA.

A transação está sujeita a condições de fechamento e não se espera que tenha um impacto material nos resultados financeiros da S&P Global.

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