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Bitcoin despenca abaixo de US$ 100 mil após ataque dos EUA ao Irã; mais de US$ 1,7 bilhão são liquidados do mercado

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Um cenário de pânico tomou conta do mercado de criptomoedas nas últimas horas, após um ataque militar dos Estados Unidos ao Irã desencadear uma onda de liquidações e desconfiança generalizada. O Bitcoin, principal termômetro do setor, caiu abaixo da marca simbólica dos US$ 100 mil, gerando um efeito dominó que varreu mais de US$ 1,79 bilhão em posições alavancadas e fez o mercado mergulhar em uma das quedas mais violentas do ano.

A reação foi imediata. Em um mercado acostumado com oscilações, a velocidade da correção surpreendeu até os analistas mais experientes. A tensão geopolítica provocou uma saída em massa de capital das bolsas cripto, derrubando os preços em poucos minutos e acionando uma série de liquidações automáticas. O que começou com o Bitcoin rapidamente se espalhou para todo o ecossistema de ativos digitais, afetando altcoins, tokens de governança e até mesmo algumas stablecoins que perderam momentaneamente sua paridade.

A maior parte das perdas veio de posições com alavancagem excessiva. Muitos investidores, confiantes na continuidade do ciclo de alta do BTC, operavam com margem elevada, apostando em ganhos rápidos. No entanto, quando o preço começou a despencar, os sistemas de proteção das corretoras entraram em ação, liquidando compulsoriamente contratos para evitar prejuízos ainda maiores. Em questão de horas, bilhões evaporaram, deixando milhares de traders com prejuízos irreversíveis.

O impacto não foi apenas técnico, mas também psicológico. A quebra da barreira dos US$ 100 mil abalou a confiança de parte do mercado que via o Bitcoin como um ativo resiliente, imune aos choques externos. A queda mostrou que, mesmo com sua narrativa de “porto seguro digital”, o BTC ainda é sensível a eventos de grande escala no cenário geopolítico global. A correlação com os mercados tradicionais, principalmente em momentos de aversão ao risco, voltou a se manifestar de forma contundente.

As principais altcoins seguiram o mesmo destino. Ethereum, Solana, Avalanche, Cardano e outras criptos sofreram quedas de dois dígitos, arrastadas pela onda de liquidação e pelo pânico dos investidores. Em paralelo, plataformas descentralizadas viram um aumento expressivo no número de transações, indicando uma tentativa dos usuários de mover fundos para lugares considerados mais seguros.

Para além das perdas financeiras, o momento expôs a fragilidade do excesso de alavancagem e o quanto o mercado ainda precisa amadurecer. Muitos investidores ignoram os riscos associados a operar com margem, especialmente em um setor tão volátil. O episódio serve como um alerta: lucro fácil pode se transformar em prejuízo em questão de segundos.

Agora, o foco do mercado se volta para dois pontos principais: a evolução do conflito entre EUA e Irã e a capacidade do Bitcoin de se recuperar acima dos US$ 100 mil nos próximos dias. Embora a queda tenha sido violenta, ainda há espaço para uma reação rápida — especialmente se o clima global estabilizar e o apetite institucional por cripto não for abalado a longo prazo.

Enquanto isso, traders e investidores acompanham com cautela cada novo desdobramento, cientes de que o próximo movimento pode ser igualmente imprevisível. A única certeza neste mercado é que a volatilidade nunca dorme.

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